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Escolha uma das ressurreições


Após curar um homem debilitado há trinta e oito anos, e ser reputado como violador do sábado pela liderança religiosa judaica, Jesus pronunciou que Ele, como Filho de Deus, reproduzia o que o Pai realizava, isto é, trabalhava em favor dos que escolheu mesmo no sábado (BÍBLIA, João, 5, 1-21).


Cristo estabeleceu uma correlação entre aquele momento – em que exercia a autoridade dada pelo Pai para curar, para conceder bem-estar em vida e para decidir que a salvação seria ofertada aos humildes de espírito – e eventos futuros a manifestarem julgamento, os quais Jesus chamou de ressurreição da vida e ressurreição do juízo (BÍBLIA, João, 5, 24-29). O Senhor expôs de acordo com o texto:


Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. (BÍBLIA, João, 5, 28-29, grifos nossos).


O mesmo autor do quarto evangelho, o apóstolo João, transcreveu a visão que Deus conferiu para si de um julgamento no livro da “Revelação de Jesus Cristo”:


Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. (BÍBLIA, Apocalipse, 20, 11-15, grifo nosso).


Daniel redigiu as visões do tempo do fim em uniformidade com o que Cristo anunciaria por intermédio de João: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” (BÍBLIA, Daniel, 12, 2). Como visto, o tema ressurreição – voltar à vida – incidiu com maior pujança no Novo Testamento, mas há apontamentos proféticos do contexto a exemplo da passagem escolhida já no Anterior Testamento.


O apóstolo Paulo se dirigiu aos tessalonicenses para os consolar a respeito dos fiéis que partiram e para esclarecer sobre o encontro com Cristo dos que estiverem vivos quando o Senhor voltar da forma seguinte: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;” (BÍBLIA, Primeira Tessalonicenses, 4, 16).


O anterior autor, João, denominou a ressurreição dos salvos em Cristo como primeira ressurreição e o intervalo de tempo que separa a ressurreição da vida da ressurreição do juízo parece corresponder ao reino milenar de Jesus Cristo segundo o escritor (BÍBLIA, Apocalipse, 20, 4-5):


Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.


Também, Paulo explicou o aspecto do corpo incorruptível dos que ressuscitarão para a vida (BÍBLIA, Primeira Coríntios, 15, 35-54). O trecho é claro no ressaltar que Deus confere para cada ser o corpo apropriado, assim, para os que estão em Cristo, os quais são indicados como "celestiais" pelo apóstolo, herdarão esses a imagem do homem celestial, Jesus, ou seja, o aspecto, semelhantemente, incorruptível do corpo do Senhor.


Não se pode dizer que o aspecto corporal daqueles que ressuscitarão para a vergonha e para o horror eterno será o mesmo dos salvos, uma vez que os destinados para o juízo deixarão de perceber a transformação destinada aos herdeiros da mesma incorrupção factual do Salvador e do Senhor Jesus.


Por isso, abandone o apoio natural com que muitos se estribam para alçarem êxito permanentemente, pois o mérito próprio, a influência política, a abastança econômica ou a fama de nada importam para a vida eterna, para a ressurreição da vida, que será efetivada em face, somente, daqueles que dormiram em Cristo pelo poder do Espírito de Deus.


Prof. Leonardo Rabelo Paiva

Escola de Formação Cristã - EFC/CEFA

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