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Glória a quem o mundo conduz



Situações, aparentemente, danosas podem ser resultado da condução do Senhor, pois “Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.” Sl 9.8. Se Deus governa, glorificá-lo e sossegar nele parecem ser atitudes mais coerentes.


Para justificar a alegação, trazem-se alguns exemplos:


José, filho de Jacó com Raquel, foi traído pelos próprios irmãos, achou-se acusado na casa em que servia e tornou-se preso injustamente. Entretanto, esse servo de Deus transformou-se em um hábil administrador no Egito e sua ida para aquela terra teve o propósito de conservar a vida consoante afirmou o próprio José, Gn 45.5.


Outro José - este noivo de Maria, então – supôs-se enganado pela mulher após descobrir que ela gerava um filho que não fora concebido pelo casal, pois não tinham eles coabitado ainda, Mt 1.18,19. Porém, aquele que era gerado em Maria, Jesus, o fora pelo Espírito Santo de Deus, para salvação de todo o mundo.


Cristo, em determinado momento, afirmou que a enfermidade de Lázaro não era para a morte, mas serviria para glorificar Deus, Jo 11.4. Embora saibamos que seu amigo faleceu de acordo com a narração bíblica, a sequencial ressurreição de Lázaro foi o motivo para que muitos cressem no ministério do Senhor Jesus.


Paulo sugeriu que a fuga de Onésimo possuía um propósito maior, alcançar este para a salvação em Cristo, Fm v.15. Onésimo era um escravo em Colossos, mas abandonou seu senhor e foi para Roma onde deparou com Paulo e houve conduzido pelo apóstolo até a fé em Jesus ali.


Assentado nos modelos anteriores, atentou-se para a existência de situações a parecerem ruins, no entanto que foram por Deus idealizadas com finalidades maiores. Por outro lado, sabemos que episódios desagradáveis podem ocorrer sem serem pelo Senhor concebidos - como injustiças sociais ou o sofrimento fortuito do inocente.


Cientes disso, saibamos que Deus, como administrador do mundo, tem todo o poder para agir como, com quem e quando quiser, bem como tem Ele total autoridade para transformar o que é, em tese, desfavorável em algo benéfico, inclusive para os seus.


Não esqueçamos, entretanto, que independente de acontecer o mal ou o bem, todo o louvor deve ser direcionado para a glória daquele que o mundo conduz.


Prof. Leonardo Rabelo Paiva

Escola de Formação Cristã - EFC

Comunidade Evangélica Filadélfia em Alfenas - CEFA

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