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Jesus é o real motivo

Atualizado: 4 de abr. de 2021



Como o processo que representaria a maior mudança para a humanidade pode sofrer tamanha adulteração com o decurso do tempo? Essa indagação tem como objeto a celebração cristã oriunda da festa hebraica פֶּסַח [pesach] - Páscoa.


Diz-se isso, porque as estratégias que veiculam o produto oriundo do cacau ganha expressividade a cada ano e, se o Cristão se acomodar, no deixar de rememorar aos filhos o sentido da festa, as gerações seguintes serão atraídas pelo que ouviram reiteradamente e/ou lhes parece mais prazeroso imediatamente.


A Páscoa do Senhor, como celebração judaica, houve instituída ainda no cativeiro dos filhos de Israel no Egito conforme dispõe o conteúdo de Êxodo 12. O acontecimento mereceu tamanha importância que Deus instituiu como primeiro mês do calendário hebreu aquele em que a Páscoa foi concebida e promovida.


A festa judaica ocorre no dia 14 do mês de nisã ou abibe. Nisã é o termo babilônio derivado daquele que designa a flor antes de se abrir e abibe é o nome cananeu que significa espiga - prováveis indicativos de como estavam as condições do fruto da terra ou do que seria colhido durante aquele período. O mês referido relaciona-se com o decurso temporal entre os meses de março e abril do calendário ocidental.


A partir do teor do segundo livro da Bíblia, vê-se que o Senhor ordenou para cada hebreu tomar um cordeiro macho, sem defeito, de um ano e o guardar até o décimo quarto dia daquele mês, assim como que todo o Israel imolasse os cordeiros no período “entre as tardes” - entre as divisões da tarde do calendário judeu ou entre o por do sol e o anoitecer de acordo com especialistas.


O sangue do animal era passado nas obreiras e na verga da porta das casas aonde a cerimônia era observada, o qual servia de indicativo para Deus poupar o assentamento de Israel no passar por cima das casas em que seu povo residia, enquanto o juízo divino era empreendido contra os primogênitos do Egito.


Após a vinda do que fora representado como cordeiro na celebração veterotestamentária, Jesus, o mal que estava determinado a todo homem, a morte eterna, por viver apartado de Deus, foi aplacado no sangue vertido do nosso cordeiro pascal, o qual macho, sem defeito e nascido no tempo histórico por Deus determinado nos resgatou por meio de sua morte substitutiva na cruz - 1Co 5.7; 1Pe 1.19 - no período em que a Páscoa dos judeus era comemorada, Mc 14.12 e seguintes.


O juízo divino foi aplacado pela justiça de Cristo em passar o Senhor por cima de nossos pecados e nos livrar do distanciamento eterno que teríamos de sua presença.


Glorifiquem a Deus por isso e ensinem vossos filhos, diariamente, sobre o inigualável amor do Senhor. Porém, nesta época, principalmente, não cessem de proclamar os feitos de Jesus, o real motivo pelo qual a Páscoa foi estabelecida.


Prof. Leonardo Rabelo Paiva

Escola de Formação Cristã - EFC/CEFA

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