top of page

José, O Jovem Perseverante (Gn 45.4-5)



José foi o filho de Jacó com sua segunda esposa, Raquel. Ele era de uma importante família patriarcal, era neto de Isaque e bisneto de Abraão. José nasceu em Padã-Harã quando Jacó já estava envelhecendo (tinha 90 anos) e já tinha seis filhos e uma filha com sua primeira esposa Leia. De certa forma, os anos haviam amaciado Jacó, e o fato de que José era o primeiro filho de Raquel, a mulher amada (Gn 37.3) fizeram que o velho pai o preferisse em relação à seus irmãos. A família de José era do ramo do pastoreio, tinham gado e ovelhas, e José assim como seus irmãos se ocupava cuidando do rebanho.

A briga começa quando ele resolve trazer, todos os dias, um relatório dos erros de seus irmãos aos ouvidos do velho Jacó. Dessa forma, seus irmãos começaram a odiá-lo. José, o sussurrador (Gn 37.4). A coisa ficou feia quando Jacó, comprou uma roupa colorida para José. Essa roupa era símbolo de poder e tinha mangas bem compridas (o que dificultava o trabalho), muito usada por pessoas da nobreza – e indicativa que José não pegava em trabalho pesado. Por direito quem deveria ter ganhado a túnica era o irmão mais velho e futuro líder do clã, Rúbem. Mas em vez de ficar de boa, e não complicar mais ainda a situação, José amanhece um dia mais animado que o normal. Após comer a refeição dos tempos bíblicos, um sanduíche de pão, azeitonas, queijo ou alguma fruta seca, ele abre a boca e conta os sonhos que tivera. A interpretação era clara: ele seria elevado e diante dele toda família se curvaria. Era a gota que faltava. Os irmãos resolveram dar uma lição nesse garoto.

Um belo dia, os irmãos vão a Dotã, levar as ovelhas para pastarem. Jacó com a “pulga atrás da orelha”, sabendo os filhos que tinham fama de fazerem coisas erradas, envia José para fazer o check-list. Essa foi a oportunidade que eles precisavam: José foi zombado, atirado num poço, sua túnica arrancada, rasgada e manchada com sangue de um cabrito (que acabou "pagando o pato"), e posteriormente vendido para uma caravana de comerciantes Ismaelitas-midianitas.

Quando chegaram no Egito José foi comprado por Potifar (Gn 39.1). Esse cara era importante: era capitão da guarda e oficial do rei. Provavelmente quem estava no trono do Egito era um dos Faraós Hicsos. José foi adicionado ao inventário de Potifar e levado para trabalhar em sua casa. Como o rapaz se dedicou ao trabalho, e fazia tudo da melhor maneira possível, ele logo conseguiu uma promoção: tornou-se uma espécie de mordomo, de supervisor da casa.

A civilização egípcia era dada à luxúria e aos prazeres da carne, e enquanto José executava seu trabalho, olhos malignos o espreitavam por detrás das pilastras. Era a mulher de Potifar. Ela começou a perturbá-lo insistindo que ele tivesse relações sexuais com ela. Como ele insistentemente negava-se a ceder aos desejos da velha perversa, ela armou uma cilada, cravou as unhas no rapaz que fugiu “nú em pelo”, deixando um pedaço da roupa nas mãos da mulher. Quando Potifar apareceu, ela inventou uma dramática história de estupro e José foi enviado para a cadeia.

A cadeia daqueles tempos não era como as de hoje. Eram lugares úmidos, sem ventilação, com muitas pragas e pessoas doentes. As punições eram comuns e a comida então, era “inesquecível”. Mas quando José chegou naquele espaço, a prisão começou a tomar outra cara, pois a benção de Deus estava sobre a vida daquele jovem. E foi nesse lugar, quando recebeu dois presos diferentes, que sua história começou a alinhar com os sonhos que tinha recebido em seu quarto de adolescente, quando ainda morava com seu pai Jacó (Gn 37.5-11). Sobre os presos: um tinha cheiro de pão e o outro estava bêbado. Era o padeiro e o copeiro do rei. Atordoados porquê e tinham sonhado uns sonhos pra lá de esquisitos. José cheio do Espírito Santo interpretou os sonhos, uma interpretação certeira que três dias depois se cumpriu.

Como essa história tem muitos sonhos, o rei do Egito também sonhou (Gn 41.1-). Neste, ele viu sete vacas magras comendo sete vacas gordas. Viu também sete espigas mirradas que comiam sete espigas saudáveis. Nenhum dos bruxos do rei puderam adivinhar o que os sonhos significavam.

José foi chamado da prisão, “descontaminado”, barbeado, untado com óleo e cheio do poder do Espírito Santo conseguiu interpretar os sonhos. Dali pra frente haveriam sete anos de muita fartura na terra do Egito, com boas colheitas e abundância de alimento. Mas depois viriam sete anos de escassez, onde a terra não produziria nada além de rachaduras.

Achando graça aos olhos do Rei, José recebeu a posição de governador ou vizir, um braço direito de Faraó. Ele elaborou um plano de coleta de grãos que não somente juntou comida para a terra do Egito como também para todas as nações vizinhas. Ele também se casou com Azenate, a filha de um sacerdote do sol, e com ela teve dois filhos Efraim e Manassés.

Quando o Egito começou a passar por dificuldades e as pessoas vieram comprar comida, é que os sonhos de José começaram a se cumprir (Gn 42.8,9). De tantas pessoas que se ajoelhavam e curvavam perante ele todos os dias, alguns rostos que se levantaram da reverência se destacaram: eram o de seus irmãos. Ali estavam as espigas de trigo, com caras amarelas de fome se curvando diante de José. É lógico que ninguém o reconheceu: os egípcios se barbeavam, untavam a pele com uma mistura de óleo, mirra e canela, usavam barbichas postiças, pesadas maquiagens e enfeites na cabeça. Diante desse aparato todo, os irmãos jamais imaginariam que ali estava o José, o xereta que eles tinham vendido como escravo.

Após muitos testes, o vizir do Egito conseguiu sondar as motivações de seus irmãos e percebeu que o tempo, o remorso e a maturidade haviam quebrantado aqueles corações. E foi com um choro muito alto (os egípcios ouviram de longe) que José revelou sua identidade aos irmãos. Ele tinha o poder para matá-los, torturá-los, se vingar, mas apenas chorou. Sua intenção não era de maltratá-los: ele os perdoou, e mais que depressa foi em busca do velho pai.

É muita loucura: um pai que já chorou a morte do filho de repente saber que ele ainda está vivo. E se tornou, governador da maior potência do mundo antigo. É uma das cenas mais lindas da Bíblia o abraço de José e seu velho pai. É pintura que ficou eternizada na galeria de Deus. A família toda se mudou para o Egito, para um local chamado Gósen, e alguns da família de José conseguiram emprego como cuidadores do gado de Faraó (Gn 47.6). E eles viveram muitos anos em paz.

José morreu com 110 anos de idade, foi mumificado (Gn 50.26) e antes de morrer fez um testamento pedindo que quando o povo hebreu saísse da terra do Egito (Gn 50.25), eles o levassem para ser enterrado junto de seus pais. Seu pedido foi atendido por Moisés durante o êxodo (Ex 13.19) e o sepultaram na terra de Siquém (Js 24.32).

A vida José é um exemplo de perseverança, de caráter e de obediência à Deus.

Mesmo vivendo em uma família conflituosa, onde havia disputas entre irmãos e prediletismo por parte dos pais, José sempre manteve suas expectativas em Deus. Nunca buscou nos pais aquilo que somente o Senhor podia dar. Podemos dizer que ele conhecia sua identidade. Um jovem que sabe quem é, quem Deus é. Não se deixa abalar pelos problemas surgem em sua jornada. Ainda que seus pais fossem falhos ele tinha um pai perfeito nos céus. Ele conhecia as promessas de Deus, e tinha convicção que Ele cumpriria no tempo certo, cada uma delas.

Ele era temente à Deus. Embora jovem, cheio de hormônios, carente e distante de seus pais ele não trocou o plano perfeito do Senhor pelas distrações temporárias de satanás. Era charmoso e a mulher não era de se jogar fora, mas ter a companhia de Deus, seu amor, sua presença era melhor do que passar um momento com a mulher de Potifar. Ele escolheu a presença de Deus (Gn 39.9). Se José ficasse na cama daquela mulher, seria descartado: era só aparecer outro “novinho”, ela lhe chutaria o traseiro.

Foi na prisão que Deus abriu o caminho para o trono. A pressão daquele lugar gerou em José poder e impulso para subir ao trono. Sua capacidade de perdoar emanava diretamente da natureza de Deus manifesta em seu coração e mente. Quando teve os irmãos em suas mãos ele os perdoou. Olhando para Judá ali ajoelhado diante dele, José via o futuro de uma nação. Isso é incrível, pois na linhagem de Judá estava futuramente o Cristo. Fraqueza? Nunca. Podemos chamar de visão de águia. Faraós acreditavam que usando olhos de falcão teriam proteção, intuição e visão. José, no entanto, era guiado por fé, e pelos olhos flamejantes do Senhor Jeová (Ap 19.12). E entendeu que por meio dele, Deus proveria sustento à terra do Egito, as nações vizinhas e continuidade do povo hebreu. A intimidade de José com Deus trouxe salvação à toda terra.

São muitas lições para nossa juventude. Hoje, ao estudar a vida de José assuma o compromisso de ter intimidade com o Espírito de Deus. De perdoar mais: existem legados nas suas mãos, você pode decidir o que fazer com toda uma geração (Mc 11.25-26). Vida e morte estão diante de você: escolha a vida (Dt 30.19)!!! Escolha ser um abençoador, um pacificador! Escolha ser santo, prazeres são passageiros, então erga sua cabeça e olhe para o duradouro, para o eterno, para a as promessas e sonhos que Deus sonhou para você. Como filhos do Reino, Deus espera que você traga redenção ao seu espaço de atuação. Você tem poder de decisão, você tem relevância nessa terra. Mas lembre-se: esse poder será proporcional ao seu relacionamento com Deus. Então começe hoje a jornada, ainda que essa seja árdua, nunca faltará sobre você a sombra do onipotente!


Pb Isaias Terra

Discipulado da Rede da Juventude

...................................................................................................................................................

Siga o nosso instagram e fique por dentro de nossas programações: https://www.instagram.com/rededajuventude.alfenas/?hl=pt-br

Participe de nosso Discipulado On Line, se inscrevendo em nosso canal VIP no Telegram: Discipulado RJ

Se inscreva no canal de nossa Comunidade - pregações e devocionais para edificar a sua vida:

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page